Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

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publicado por Admin às 01:33

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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Alicia Keys: como lavar e encher a alma

Deixo aqui o excelente artigo da Silvia Pereira do PUBLICO.PT:

O espectáculo começa com um vídeo que mostra um grupo gospel entregue a uma prece numa igreja. Não é uma igreja qualquer. É – simboliza – o modesto palco que primeiro testemunhou o talento da "pequena Alicia", como é apresentada pelo pastor, que a lança numa "viagem pelo mundo". Essa viagem trouxe-a a Lisboa pela segunda vez ontem à noite, onde colheu as sementes da boa memória deixada no Rock In Rio em 2004 e plantou outras tantas, com uma actuação que lavou e encheu a alma dos milhares de pessoas que a receberam num Pavilhão Atlântico esgotado.

A quantidade de "tour buses" à porta de serviço antecipa a grande produção que encontramos lá dentro: um palco com dois níveis em altura, todo ele ecrã. Patrice, o autor de "Nile", abre a noite em formato mais modesto, espalhando o seu reggae, numa actuação curta, por uma sala ainda a compor-se. Despede-se com "Soul storm", ciente da popularidade do tema e do quanto se adequa ao que se vai passar a seguir, quando passar o testemunho a Alicia Keys.

À saída da "pequena Alicia" da igreja, no vídeo, segue-se a entrada da "grande Alicia" em palco – grande em graça, classe, carisma, postura, sensualidade, voz. O concerto que se segue é tecnicamente perfeito (a acústica nem parece a do Atlântico, que tanto tem o hábito de trair os seus artistas), vem marcado pela simpatia e entrega de Alicia, é pautado por arranjos ligeiramente diferentes às canções e só peca, aqui e ali, por momentos que quebram a dinâmica geral (mas sem quaisquer traços soporíferos). "O meu nome é Alicia Keys", apresenta-se ela em português correctíssimo (alguém a recomende para aulas de pronúncia a outros artistas). Isto só no caso de "You don’t know my name". Cortina e palco tornam-se vermelhos e estamos num "Moulin rouge" que deixa brilhar as três vozes femininas que a acompanham, qualquer uma com personalidade vocal para ser atirada ao mundo. Por esta altura é evidente que o concerto vai alternar entre momentos de cor(eografias) e outros de maior intimismo em que, ao piano, Alicia vai revelando as páginas do seu diário.

O motivo do concerto é o último álbum, "As I Am". É de lá que vêm momentos como "Prelude to a kiss", balada dedicada às crianças africanas e pretexto para o apelo à participação numa campanha: "Toda a gente precisa de um anjo em alguma altura da sua vida", explica. "E todos o podemos ser o anjo de alguém". Mais uma dedicatória, desta vez a todas as super-mulheres (e aos homens que reconhecem uma quando a vêem): "Superwoman". "I need you", "Sure looks good to me" e "Like you'll never see me again" são outros dos novos temas.

A apresentação de "As I Am" é proporcional à visita aos álbuns anteriores. Para bem da alma dos fãs e do equilíbrio do alinhamento, não podiam ficar de fora temas como "Heartburn", "Butterflyz", "How come you don't call" (o público abafa-a com aplausos, Alicia pára, levanta-se, agradece e, em boa resignação, retoma o ritmo vocal ascendente, para voltar a ser abafada), "A woman's worth" (com um toque de reggae que a aproxima do poder intemporal de "No woman no cry"), "Diary" (um dos momentos mais bonitos da noite – palmas para Jermaine Paul) ou "Karma". "Fallin'", o rastilho de todo o sucesso que aqui se vê, é sabiamente guardado para o final, atiçando o trio de canções que vão rematar a noite. Correram quase duas horas de concerto, a porta fecha-se atrás de Alicia, mas ainda é cedo para o final. O pastor regressa ao ecrã para dar mais um empurrão. Ela regressa para "No one", o badalado single de "As I Am". Agora sim, terminou. Não, ainda não. Só há uma maneira de silenciar o público: voltar, agradecer com comoção o amor dos fãs e dedicar-lhes "If I ain't got you". Amor com amor se paga – a entrega de parte a parte deixa facilmente imaginar o clímax em que o concerto termina.

"Soul sister" de respeito

As luzes acendem-se e fica mais clara a diversidade dos rostos que compõem a multidão. Há uma maioria de mulheres, mas também há pais que trazem crianças e homens que pagam bilhete para vir com os amigos. Não é muito comum ver tamanha concentração de fãs do género masculino no espectáculo de uma cantora desta dimensão. Não sejamos ingénuos ao ponto de negar o "sex appeal" de Alicia, nem redutores ao ponto de atribuir a presença masculina apenas à sua beleza e sensualidade (no concerto de Beyoncé, por exemplo, havia rapazes, mas a maior parte ia acompanhado das respectivas).

Reconhece-se nesta "soul sister" um exemplo de seriedade e profissionalismo que transcende essas e outras matérias. Aparentemente, e ao contrário de outras vedetas, não se vislumbra por ali qualquer tipo de plástico. É uma estrela, mas não tem a atitude de quem está a anos-luz do comum dos mortais. É linda, mas prefere não cair nas imagens esterotipadas da mulher – e porventura gastas –, veiculadas por outros nomes do género. Não é uma diva, apesar de merecer totalmente o título. Apresenta-se como uma rapariga como as outras, que só foi diferente porque acreditou no sonho que tinha quando ainda cantava no coro da igreja de Hell's Kitchen. É esta a sua mensagem.

O resto é respeito. Alicia tem um monte de Grammys em cima da lareira que asseguram o aval da crítica, tem fãs das mais diversas estirpes musicais, tem uma segurança e pulso no que faz que desmente os seus 28 anos e tem a coragem de montar um espectáculo de encher o olho q.b. sem cair na vulgaridade nem recear perder a credibilidade que decorre desta sua aura de autenticidade.

Cenários e coreografias funcionam como ilustração, não como manobra de diversão. É importante que se oiça cada acorde do seu piano – que, juramos, é onde se sente mais feliz –; que se oiça cada curva e contracurva da sua voz certeira, cheia, ligeiramente rouca; que a força da interpretação e das palavras sirvam de inspiração. Terá alguma mulher – ou homem – saído de um concerto de Alicia Keys com garra para fazer das fraquezas força e com vontade de agarrar o mundo? Muitas, sem dúvida. É façanha que tem muito de rara e muito pouco de "pequena".
publicado por Admin às 11:04

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Sábado, 15 de Março de 2008

Alicia Keys esgotado

O concerto da norte-americana Alicia Keys no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, já está completamente esgotado, anunciou hoje a promotora do espectáculo. A actuação está marcada para o dia 19 de Março (próxima quarta-feira) às 20h30 (portas abrem às 19h00).

Alicia Keys vem apresentar o mais recente álbum de originais, As I Am, que inclui o single «No One». A cantora actua pela primeira vez em nome próprio em solo nacional, depois de uma passagem pela primeira edição do Rock in Rio Lisboa. A primeira parte do concerto será assegurada por Patrice.
Fonte: Blitz
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publicado por Admin às 18:39

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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Timbaland ft. Alicia Keys - No One

Fantástico remix de "No One" da Alicia Keys com o Timbaland!

Vídeo Timbaland ft. Alicia Keys - No One
publicado por Admin às 22:01

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Terça-feira, 11 de Março de 2008

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publicado por Admin às 22:48

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Alicia Keys em Portugal

Alicia Keys podia ser só mais uma jovem diva do R & B, mas há qualquer coisa que a distingue. A voz, afrodisíaca e cheia de curvas, é uma delas. A postura, de um profissionalismo que desmente a sua idade, é outra. Quase quatro anos depois da sua estreia entre nós, no Rock In Rio, vamos revê-la no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, a 19 de Março.
Alicia Keys ofereceu à última edição dos Grammy uma das melhores actuações da noite. Chamou John Meyer para a acompanhar e seduziu a plateia com o à-vontade de quem já saíra daquele palco com cinco grafonolas douradas de uma vez só. Cantou "No one", o single de "As I Am", que se tem portado muito bem nas tabelas de todo o mundo (Portugal incluído), acrescentando largas unidades aos mais de vinte milhões de discos que já vendeu até hoje.

Ao vivo, toda ela é sorriso, entrega e sedução. Passeia-se pelo palco, mas nunca se afasta muito do piano, instrumento de eleição que vem tocando desde que se lembra. A formação clássica mistura-se com arranjos novos que transformam as músicas e imprimem ao ambiente ora explosões de euforia contagiantes, ora um intimismo em tom confessional. Percorre os seus temas, mas investe também em territórios alheios. As versões podem vir dos Outkast ou de Gloria Gaynor, desde que caibam no seu universo cheio de alma. Raramente se limita a recriar o que fez em disco. Começa igual, deriva em novos arranjos e desagua em ritmos funk, latinos e toques de jazz, sem nunca perder de vista o estilo que faz dela uma "soul sister".

"As I Am" é o terceiro álbum da cantora norte-americana, depois de "Songs in A Minor" - o tal grande álbum de 2001 - e de "Diary of Alicia Keys", que confirmou o talento. O novo trabalho é assumidamente virado para a pop, com formatos mais redondos e prontos a consumir. Mas Alicia nunca escondeu a vontade de fazer a sua música chegar ao maior número possível de ouvintes. Do alto dos seus 28 anos, faz o que quer e a mais não é obrigada.

Antes de Alicia, soará na sala lisboeta o reggae de Patrice, "inspirado por Jah e militante como Malcom", conforme o último registo, "Raw & Uncut".

Fonte: S.Pe. (PUBLICO.PT)
publicado por Admin às 22:10

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